Terapia de Compressão Intermitente (AIK)

A Terapia de Compressão Intermitente (AIK) é um método eficaz e seguro para a redução de edemas, drenagem de líquidos acumulados e alívio da sensação de pernas pesadas. O tratamento utiliza um sistema de câmaras pneumáticas que insuflam e esvaziam em sequência, aplicando uma pressão controlada e progressiva ao longo dos membros.


Este movimento ritmado de compressão estimula o retorno venoso e linfático, melhora a circulação, reduz a estase de fluidos e diminui o desconforto associado a inchaço, sobrecarga e fadiga dos membros inferiores. É uma técnica altamente utilizada em casos clínicos vasculares, linfáticos e no pós-operatório.


Indicações:

  • Linfedema (primário e secundário)
  • Lipedema
  • Edemas venosos e insuficiência venosa
  • Edemas mistos
  • Úlceras venosas (Ulcus cruris)
  • Síndrome pós-trombótica
  • Edema pós-traumático ou pós-operatório
  • Alterações sensoriais após AVC (incluindo hemiplegia)
  • Prevenção de trombose
  • Pé diabético (integrado num plano terapêutico supervisionado)
  • Doença arterial periférica leve (em protocolos específicos)


Benefícios:

  • Redução visível de edemas e retenção de líquidos
  • Diminuição da sensação de peso, cansaço e dor nas pernas
  • Melhora significativa do retorno venoso e linfático
  • Estimulação da cicatrização e regeneração tecidual
  • Sensação imediata de leveza, bem-estar e maior mobilidade
  • Compatível e complementar à drenagem linfática manual


Vantagens da técnica:

  • Pressão ajustada com elevada precisão
  • Sem efeitos colaterais conhecidos
  • Eficácia elevada e cientificamente comprovada
  • Técnica confortável, segura e com desligamento automático
  • Manguitos de vários tamanhos para melhor adaptação
  • Total ajuste do tratamento às necessidades específicas de cada paciente


Contraindicações absolutas:

  • Insuficiência cardíaca descompensada
  • Erysipela (infeção aguda da pele)
  • Inflamações ou obstruções linfáticas ativas
  • Tromboflebite aguda
  • Edema pulmonar
  • Enfarte agudo do miocárdio
  • Hipertensão grave não controlada


Contraindicações relativas:

  • Feridas abertas ou traumas extensos
  • Neuropatias avançadas
  • Dermatoses com bolhas


Como funciona:

  • O aparelho insufla e esvazia câmaras pneumáticas em sequência.
  • A pressão progressiva mobiliza líquidos acumulados e reduz edema.
  • O fisioterapeuta ajusta pressão, ritmo e duração de acordo com o diagnóstico.
  • O resultado é drenagem eficaz, alívio imediato e melhoria da mobilidade.


A AIK é uma ferramenta essencial no tratamento de distúrbios linfáticos e venosos, proporcionando resultados rápidos e um impacto imediato no conforto e qualidade de vida do paciente.

Dúvidas sobre este serviço?

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Não. A AIK é um complemento altamente eficaz, mas não substitui a drenagem manual.
A combinação das duas técnicas proporciona melhores resultados na redução de edemas, melhora da circulação e diminuição da sensação de peso nas pernas.

A maioria dos pacientes sente alívio imediato na primeira sessão (sensação de leveza e diminuição de tensão).
A redução visível do edema costuma ocorrer entre 1 e 4 sessões, dependendo da gravidade, origem do edema e estilo de vida.

Sim. A terapia ajuda a reduzir desconforto, tensão e acúmulo de líquido associado ao lipedema.
No entanto, o plano é sempre adaptado para evitar sensibilidades e respeitar o estadio da condição.

Sim, desde que a condição esteja estabilizada e sem sinais de tromboflebite aguda.
A AIK melhora o retorno venoso e reduz sintomas como inchaço, dor e sensação de peso.

Pode, desde que o período pós-operatório esteja dentro da fase segura para estimulação mecânica.
A AIK é frequentemente usada para reduzir edema pós-cirúrgico e acelerar a recuperação.

Sim. A sensação é semelhante a uma massagem compressiva, nunca dolorosa.
Se houver desconforto, o fisioterapeuta ajusta imediatamente a pressão e o ritmo.

A AIK é considerada uma técnica extremamente segura, porém existem contraindicações absolutas, como insuficiência cardíaca descompensada, tromboflebite aguda ou infeções ativas.
Por isso, a avaliação inicial é fundamental.